Catedral de Porto Alegre

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

" Tédio "


“ Tédio “

Doces loucuras
foi assim nosso passado
hoje o tédio é meu berço
embalado em lembranças

bailam minhas fantasias
o relógio parece saber tudo
e sem pressa nega-se andar
ele que corria a mandar-me sair

ausências que marcam muito
são como flechas encravadas
peito atingido sangra lentamente

somos nas mãos do destino folhas
nuvens levadas pelo vento forte
norte leve-me até ela novamente.
Antonio Campos 20/07/12.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

" Laços Desfeitos "


Laços Desfeitos “

sei muito mais de ti 
quando de mim nem o nome
some até minha sombra a teu lado
pois que sou um nada diante do tudo

mudo fico sem saber o que dizer
o que mais faço sem sentir é chorar
tecendo teu nome nas noites insones 
entre estrelas de uma tênue constelação

diáfano meu coração me atraiçoa 
deixando vestígios em copos de bares 
luares iluminam meus ébrios passos 
laços desfeitos sonho que pareceu perfeito.

Antonio Campos 19/07/12. 


terça-feira, 10 de julho de 2012

" Miragem "


“ Miragem “

Essa chuva que cai
molha em mim saudades
sonhos perfumes e lembranças
nosso amor em meio ao jardim

perco-me ao ir a teu encontro
encontro-me ao sentir teus braços
solitário envolvo então tua ausência
frente ao espelho ajoelho vejo tua imagem

miragem que visita-me em silêncio atroz
voz presa a garganta pois que santa te sinto
minto em oração nego ao coração sabe tudo
mudo ficarei em prece por quem não merece

Antonio Campos 10/07/12.






terça-feira, 3 de julho de 2012

" Saudades "


“Saudades”


Sou hoje saudades
amanheci assim menino
aquele moleque descalço
mil sonhos ao teu encalço

teu perfume de rosas
as prosas projetos incertos
som dos domingos a tarde azul
as caminhadas os doces beijos

nessa volta ao passado eu só
na garganta esse nó de tristeza
beleza de um passado distante
adiante meu passo muito lento

vento que toca meu rosto
leva por favor essas lembranças
crianças que eramos sonhadores
amores planam plantados nos jardins

fim que chega nessa manhã cinzenta
aumenta essas doces lembranças em mim
assim então vou aos poucos relutando mas
aceitando dar tempo ao tempo tudo passa

Antonio Campos 03/07/12.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Descaminhos.

Corro a teu encontro
meu caminho desencontro
perco-me então no destino
desatino em meio ao nada

penitencio-me em silêncio
por perder-me de tanto amor
em veredas de um tempo sem fim
só... nas entrelinhas confesso-me 

Antonio Campos 28/05/12.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

" Menino de Rua "


“ Menino de Rua “


Vaguei tanto...
em busca do destino
queria ter um nome...
é assim, desde menino

houveram momentos...
em que mesmo pequeno
numa batalha constante
lutei como um gigante

sai de casa muito cedo
sempre soube que.....
encontraria, dificuldades

mas jurei a mim mesmo
que nunca teria medo
não consegui vaga nos...
seletos, bancos escolares

acabei formando-me...
na escola da vida...
onde não tem casa
amor nem comida

entre ....
prostitutas, bêbados
e drogados, ali, ao relento
tive meu caráter, formado

a noite é sempre
um castigo, é...
indiferente, na rua ou ...
num abrigo....

você até tenta dormir
houve ruídos....
choro de meninas e meninos
entre dores e gemidos

na manha fria....
vê a cidade despertar
lava seu rosto...
com a chuva que cai


como animal ...
seu banheiro é na rua
sai faminto conversando...
com o parceiro...

se alguém ...
nos der café...
serei hoje, o primeiro

numa caminhada...
muito longa onde ...
desafios são tantos

que mesmo um...
menino gigante as vezes
encontra-se aos prantos

a tarde então....
entre gritos e buzinaços
vai vender fruto do trabalho

puxando, velho, carro pesado
feliz por ter ganho .....
dinheiro, e novo agasalho

a noite o sonho da...
da asas a imaginação...
poderá um menino...

de rua, sem nome...
dormir na rua, com fome
acordar cidadão, em sua cidade

obter carteira de identidade
sair de casa de banho tomado
sentar-se em uma carteira escolar

ter uma data...
de aniversário, para comemorar...
não, menino de rua, pode acordar.

Antonio Campos 31/08/08.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

" O Tempo "


O tempo mensageiro
de boas e más noticias
conselheiro sereno das horas
assíduo ouvinte das dores

não sei quanto me resta
mas acho que o tempo me aceita
deixa-me estático sem respirar
manda parar tudo o sillêncio se faz

a luta o grito a palavra resista
mãos ajudam-me mas sufocam-me
a inércia um vácuo que te absorve
luzes que confudem de onde mesmo serão?

velho tempo mensageiro
para onde tentas me levar?
meu corpo embaixo é visto tão pequeno
sereno são meus movimentos?

O cérebro ativo o corpo inerte
verte do rosto muito suor frio
sem comando debatem-se os membros
a luta é ferrenha vida e morte e o tempo

uma voz fala ao meu ouvido
volta está tudo bem pode respirar
diz teu nome a batida está melhor
a pressão é normal e o tempo deixou-me ficar.

Antonio Campos 25/04/12.


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