
A chuva cai lentamente
No telhado de zinco
Contando os pingos
São saudades suas
Gotejando em meu peito
Olho-me no espelho
Não tem jeito
A gota sentida
Feriu-me na alma
Sua terna figura
Reflete no espelho
Quisera ter calma
Os pingos da chuva
Aceleram com o vento
Não há mais tempo
Sua figura já não reflete
Preciso que alguém interprete
Coisas que sinto e vejo
Esse louco desejo
Essa busca vazia
Esses pingos que molham
São lágrimas de amor
Mais fortes que a chuva
Que acalmam minha dor.
Antonio Campos em 11/10/08.