
Viajo no tempo
Meu lar ao relento
No caminho só amizades
Peito cheio de saudades
Mas como vento
Não fico no mesmo lugar
Aporto em todos os portos
Em pensamento
Transporto-me a
Onde quero ficar
Se marinheiro não sei
Nunca me identifiquei
Não carrego identidade
Pois a cada tempestade
Acordo em nova cidade
Basta-me um sorriso
Convite e aviso
Sempre te imaginei assim
Gaúcho gaudério
Chegando de mansinho
Precisando um carinho
Embora já sabendo
Tua mala de garupa pronta
Amanhã te sentirei ausente
Mas vem minha cama quente
Já estava a tua espera
Trazes nas veias sangue
De farrapo chegas leve
Como toda primavera
Trazes flores nas mãos
Na alma trazes guerra
Pela manhã ouvirei
Do potro só o galope
Sem rumo perdendo norte
Essa noite terei teu calor
Sentirei teu trote mansinho
Em lindos galopes de amor
Antonio Campos em 31/10/08.