
Perdem-se caminhos
pedaços nossos espalham-se
na dor e com ela o desespero
estrondos vindos do céu
aguas que perdem rumos
lágrimas que misturam-se
destinos que descruzam-se
crenças esperanças e desgraças
em todos os credos e raças
assim anda a natureza
quando dizem alguns crédulos
ser obra divina nem imaginam
que toda ela foi maculada
pelo ser “superior dito humano”
muitos nem usaram o machado
a detonaram com uma só assinatura
reúnem-se em grandes e fartas mesas
mais protegidos da fúria da natureza.
Antonio Campos 21/11/09.