Catedral de Porto Alegre

Catedral de Porto Alegre

sábado, 26 de novembro de 2011

" Mulher Ardente "


entregas a mim
teu corpo em mel
fica em minha boca

o gosto sentido
por todo corpo sorvido
bebo a cada gole

na taça mágica
toda volúpia
de uma mulher ardente

Antonio Campos 19/04/10.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011





" Procuro-me "

Deixo que o vento leve-me
nessa caminhada em busca do nada
saio a noite em aventuras como ave noturna
preciso fugir de tudo muito mais de mim fugo então

gritos na escuridão assustam
corpos que tocam-se a cada esquina
sereno que cai mistura-se a suores e restos
luzes que acendem-se e se apagam homens devassos

tento ascender entre vultos
esgueirando-se em meio a neblina
dançam a meia luz mariposas e bailarinas
noite sem luar sem estrelas eu solitário procuro-me....

Antonio Campos 19/08/09.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

" Rubra Ilha "

Não será meu

aquilo que nunca se deu
somos dados a prometer
a quem nunca nos mereceu

só aqui aportamos
e só daqui partiremos
muitas vezes sem nada pedir
damos a outrem o que temos

sentir a mão vazia no aperto
numa apresentação ou despedida
são seres frios sempre ausentes
mesmo que respondam presente

rubra ilha ferida
sofres de tanta ausência
mesmo que transbordes vida

a deriva perco-te no gps
foges ao meu controle tímido
mesmo dando sempre guarida.

Antonio Campos 01/11/11.
“ Fantasias “

Bailas no meu olhar perdido
pois que ausente sonho
mascaro então meu corpo
palco das tuas fantasias

molho os lábios no teu mel
favo doce dos meus desejos
solfejos ensaios de uma peça
num teatro de lençóis acesos

plateia surda muda desnuda
de sentimentos então passiva
assiste ao ato como a chuva

que lava o vidro embaçado
corpos vozes tons acelerados
música no som da loba que uiva.

Antonio Campos 01/11/11.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011




" Prometo "


Prometo
no silêncio da noite
a palavra não dita
embora meu desejo
lembrança do teu beijo

prometo
sonhar todos os sonhos
e na linha do horizonte
traçar novos planos
mudar meu destino
acabar com meus enganos

prometo
solitário caminhar pisar
na areia deixando marcas
que as frias aguas levarão
para mar a dentro prometo
acabar com esse sofrimento.

Antonio Campos

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

" Quando Acordar "



Quando acordar
o dia que a noite escondeu
curtindo no rosto desgosto
numa calçada estou eu

duma noitada vadia vazia
em branco minha biografia
meu caderno da vida ferida
minha alma atônita acorda

desafinada viola sem corda
perambulando descalço
sem nome sem nada e só
vida entregue a percalços

começo a pedir que a noite volte
assim no escuro entrego-me
boemia então será minha morte.

Antonio Campos 16/04/10.

sábado, 8 de outubro de 2011

" Mar de Saudades "

Sou esse mar de saudades
Que hoje invade minha praia
Antes que você então saia
Acomode-se no meu peito

Sei nunca talvez tenha jeito
Pois no passado existia amor
Hoje esse poeta só canta a dor

Vem você de mansinho
Lentamente abrindo caminho
Nesse mar de ondas tão altas
Porém sei tua vaidade exaltas

Não adianta tentar novamente
Pois em mim não a mais interesse
Nesse mar de tristezas jamais a beleza
Vai ver esse mar em azul tenho certeza.

Antonio Campos 08/10/11.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

" Viva a Primavera "


Belo dia
já amanhece
abelha que tece
seu favo de mel

flores
são mais perfumadas
primavera com tua chegada
pássaros em sonoras guerras

fazendo seus ninhos
chamando parceiras
breve cigarras seresteiras

assim se fará presente
a estação do amor
só sei então...

que não quero migalhas
pois minhas batalhas
são guerras de paz.

Antonio Campos 13/09/11.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

" O Cotidiano "


" O cotidiano"

28/07/2008


Cidade muito louca
anda apressada
correm muitos pés
pelas ruas e calçadas

Gritam tantas bocas
que ouvidos não escutam
tamanha algazarra

Aspiramos ímpuros gases
combustíveis adulterados
que menos mal que aos
pulmões chegam filtrados

Correm mãos ligeiras
em alheios bolsos
aproveitando o alvoroço

filas correm
nos terminais coletivos
cidade com muitos...muitos...
erros administrativos

Lotados carrinhos
de frutas e verduras
chegam aos mercados

Correria horários marcados
consultórios psiquiátricos
super abarrotados

O mundo corre assim
em busca do progresso
controle de natalidade
chega de passividade


Pedestre não respeitado
ônibus super lotados
olha mão boba cara
sai pra lá seu tarado

ouro compro ouro
compro e vendo
pode confiar não da estouro
grita o da propaganda

pintou sujeira gente
cuidado ai vem fiscal
guarda chuva dos bons
o vento é de temporal

nessa cidade agitada
conta ponto ser ligeiro
cuidado o patrulheiro
vizinho bisbilhoteiro

para não ser multado
você será avisado
mantenha o bom humor
proibido ficar irritado

proibido fumar
proibido entrar a esquerda
proibido entrar a direita
proibido estacionar

proibido pisar na grama
proibido transportar animais
proibido beber e dirigir
proibido respirar ar puro



proibido relação extra c....
proibido tentar permitir
proibido politico corrupto?


essa última é piada...
proibido, chega...chega...
já não suportamos mais...


Antonio Campos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

" Assim Sucumbira á Humanidade "



Quando milhões de seres humanos sofrem e morrem de fome estamos preocupados apenas com o nosso dia a dia sem nunca olhar para o irmão faminto. Escrito por quem sentiu fome e muita fome mas que teve a sorte de sobreviver física e moralmente num mundo que nos parece mas que jamais terá justiça social. Sei que eles passam por alguma grande provação e nós meros expectadores vamos esperar mais quanto tempo para evoluirmos e ajuda-los?
 
 Não há mais paz
mundo esse que aqui
de passagem nos acolheu

aperfeiçoamento
ainda incompleto
escola que conta tempo
sairemos dela analfabetos

nunca aprenderemos
significado do amor
mesmo que passemos
por pranto e dor

“combustíveis
extraídos de alimentos
quando bocas famintas
perecem em sofrimentos”

homem materialista
progresso revolução industrial
onde andam os humanitários
nesse sofrido planeta global

já visitamos a lua
hoje outras galaxias
derrubados alguns muros
porém muita luz ainda falta
para que saíamos do escuro

esse torpor da alma
porque o ouro embriaga
trazendo miséria ao espirito
ouvidos não escutam gritos

assim robotizados
somos modernos humanoides
somos soberbos Pilatos
mataríamos novamente Cristo
nunca morreu em nós Herodes
 
Antonio Campos 26/07/08.

sábado, 3 de setembro de 2011

" Atire a Primeira Pedra "


Somos quem não é apaixonado
carente de mãos braços e abraços
sorrisos beijos ingênuos e safados
daqueles molhados que nunca
se quer parar

Olhares maliciosos
beijos que ficam na vontade
mas dói muito a saudade
lembranças preenchendo vazio
muitas vezes por um fio
perdemos a outra metade

Pior é que em qualquer idade
chega sem avisar toma conta
não adianta vacina nem se imagina
estamos contaminados velho sentimento
trazendo alegrias e sofrimentos

Mas não passa em vão
vem como um furacão
porém o queremos sempre
machuca dói o coração

atire a primeira pedra
aquele que nunca disse
estou apaixonado mas... e daí?

Antonio Campos 01/09/08.
 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

" Aos Amigos "


Falta …
em mim pedaço
do amigo do abraço
que perdeu-se além

fronteiras do infinito
em mim mudo grito
faz tanto tempo vento
que não trazes pétalas

sementes que ficaram
em jardins submersos
risos fiadas conversas
copos cheios de saudade

em bares da mocidade
rodas de sambas poesias
viola afinada calçadas
sol alto queimando asfalto

despedidas caminhos incertos
amigos são oásis no deserto
sementes caras quase raras
num céu de estrelas cadentes.

Antonio Campos 25/08/11.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

" Mulher Ardente "


entregas a mim
teu corpo em mel
fica em minha boca

o gosto sentido
por todo corpo sorvido
bebo a cada gole

na taça mágica
toda volúpia
de uma mulher ardente

Antonio Campos 19/04/10.

domingo, 21 de agosto de 2011

" Sou do Sol"


Sou do sol
De todos os dias
Da lua de
Todas as noites
Do orvalho que cai
Nas madrugadas

Sou o boêmio
Que pede a saideira
Sou o poeta
Que rabisca
No guardanapo

Sou o seresteiro
Que em mim maltrato
Sou das estrelas iluminadas
Das manhãs sonolentas
Do amor que inventas

Antonio Campos em 20/09/2008.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

" Mente que Ajuda "




Mente que ajuda
mentes sofridas
são mentes vindas
em missão especial

mentes que contam contos
são mentes que somam pontos
nas escala do universo e todos
que cantam nesse trabalho encantam 

afinal somos todos irmãos em missão
desvios de comportamento só tem aqueles
que desviam o olhar vendo caído o ser humano

louco somos todos nós quando vagamos
loucos seremos todos nós quando pararmos
com o olhar perdido vendo a vida sem sentido.

Antonio Campos 24/11/10

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

" Feliz dia dos Pais"



Homenagem póstuma a meu pai
que trocou esse nosso plano
pelo local de onde partira
aos quarenta e três anos
deixando-me e a meus manos

mesclando tempera de aço
seus conselhos e abraços
nosso primeiro professor
saudades tuas meu herói

e até hoje ainda dói
ver teu corpo inerte
hoje imagino onde está
aquele nosso bravo alegre

juiz dos nossos pequenos erros
onde calmamente com lágrimas nos olhos
sentenciava e punia apontando caminhos
assim foi o pai com seus doze filhinhos

pai beijo teu coração ele que cedo parou
o tempo correu a vida foi mais dura sem ti
por isso hoje sabendo que não somos eternos
tento nessas linhas pois agora tudo é moderno

te mostrar que não fostes meu bandido
mas meu herói mestre e melhor amigo.

Antonio Campos 12/08/11.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

" Sou Capaz "



Sou …
capaz de mentir
sou....

capaz de negar
só pra não ouvir
você de mim zombar

pois a dor no meu peito
sei não vou aguentar
foi tempo perdido

que a razão
não quis dar ouvido
sou …

capaz de sofrer
sou...
capaz de chorar

mas não peça perdão
sou...
capaz de negar....

Antonio Campos 11/08/11.

sábado, 6 de agosto de 2011

" Vento Negro "



Viajo no tempo
meu lar ao relento
no caminho só amizades
peito cheio de saudades

como vento
não fico no mesmo lugar
aporto em todos os portos

em pensamento
transporto-me
onde quero ficar

se marinheiro não sei
nunca me identifiquei
não carrego identidade

pois a cada tempestade
acordo em nova cidade
basta-me um sorriso

convite e aviso
te imaginei assim
gaúcho gaudério

chegando de mansinho
procurando um carinho
embora já sabendo

tua mala de garupa pronta
amanhã te sentirei ausente
vem minha cama quente

estava a tua espera
trazes nas veias sangue
de farrapo chegas leve
como toda primavera


trazes flores nas mãos
na alma trazes guerra
pela manhã ouvirei
do potro só o galope

sem rumo perdendo norte
essa noite terei teu calor
sentirei teu trote mansinho
em lindos galopes de amor

Antonio Campos em 31/10/08.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

" Tua Ausência "


Tua ausência viva
é algo que intriga
nas palavras mudas
que costumas me dizer

intriga-me teu sorriso
lembro o paraíso triste
que me vejo hoje só
um tocar sem ter você

chama parecia impagável
hoje vejo frias promessas
em minhas lembranças
sonhos quando criança

de príncipe e princesa
nas palavras sutilezas
nas atitudes incertezas
num reinado sem rei.

Antonio Campos 0

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

" Meus Passos...."

Passo...
e meu passo
não tem o mesmo compasso

meu corpo então só
perdeu teu abraço

sentimentos e laços
vagam pelo espaço
como aves a procura do ninho

nesse inverno frio sentimento vazio

uma pandorga
outorga ao menino
a procura solitária
por seu destino

passos...
e meus passos
perdem-se no espaço.

Antonio Campos 01/08/11.

domingo, 24 de julho de 2011

" Orgulho"

esse alguém
que tanto amei
hoje apenas é lembrança
das rosas o perfume que ficou

fotos no meu quarto mostram
os momentos mais bonitos
sonhos e meus manuscritos
em meus ouvidos os teus gritos

mas o meu orgulho tua dor
hoje até pago por isso
quando solidão e capricho
não conseguem dar o teu calor.

Antonio Campos 24/07/11.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

" Aqueles Beijos"

Aqueles beijos...
que outrora te dei
hoje em forma ...
de lágrimas sequei

Pois...a
saudade se transforma
e de alguma forma
mostra-se no rosto que beijei.

Antonio Campos 18/07/2011.

Amigos ando meio ausente mas não os esqueço.

sábado, 25 de junho de 2011

" Quem Sabe de Mim "

quem sabe de mim
sou eu mesmo
que me vejo a esmo
a beira do mar

meus sonhos naufragam
por vagas vázias
e minhas nostálgias
foram descritas em brisas

virando barcos de papel
que agora encharcados
não provam mais dos
seus beijos molhados

Antonio Campos 25/06/11.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

" Quando Meu Corpo Tocares"

Quando meu corpo tocares
essa luz que trazes em ti
me fara viver doce momento
tu razão desse sentimento

na força do amor esta a vida
nos caminhos do amor esta você
nessa entrega total....
dois corpos extenuados

essa voz aos meus ouvidos
estímulos a esse amante apaixonado
quando meu corpo tocares
provocaras todos os meus sentidos.

Antonio Campos 16/09/09.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

" A Todas as Mães "


Nas noites insones
tantos santos e nomes
orações do fundo d'alma
baixou a temperatura a calma

pela manhã rosto abatido
sorriso do dever cumprido
outros filhos servindo e rindo
ajudando mais um tema atrasado

a mão acenando mesma rotina
mãe quem hoje te disse obrigado
no quarto chora o bebe ainda febril
ela corre sonolenta sempre gentil

mãe hoje e todos os dias são teus
mas segundo domingo de maio é mais
faremos então uma festa ser de perfeitas asas
anjo de todos os filhos juíza de todas as causas

das mulheres mãe torna-te rainha
dos homens já és comandante sutíl
Maria dos mil nomes santa de todos os milagres
teu nome criatura é coragem sobre nome bravura

nesse dia das mães Vivendo em Versos
homenageia todas as mães do universo
com flores também enviadas a rainha do mar
que seja entregue muito amor a Rainha do Lar.

Antonio Campos 03/05/11.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

" Poupa-me Tempo "


Poupa-me tempo...
talvez tenha sido breve
te atreve leve brisa suave
ave passageira nas correntes de ar

sol por de trás das nuvens aparece
aquece meus caminhos demarcados
embarcado nessa matéria etérea passagem
triagem feita em outros planos desenganos

danos em máscaras de algozes atrozes verdades
cidades descoloridas fumaças de cheiros e gostos
desgostos de longo tempo que mostro e tento fugir
sentir sem ter dor dizer sem falar gemer sem prazer

poupa-me tempo...
talvez tenhamos sido coniventes
pois num dia qualquer quem sabe?
volta numa suave brisa nova ave.

Antonio Campos 02/05/11.

terça-feira, 26 de abril de 2011

" Pássaro Mudo "

De passagem pelo blog Renascendo. Deixei lá esse comentário, que é reprise de uma poesia por mim escrita ano passado.


Há um pássaro
em nossos sonhos
quando nós tristonhos
perdemos o olhar na imensidão

há um pássaro
que canta e nos encanta na solidão
quando nosso dia amanhece ai aparece
um pássaro que perde-se sob nosso olhar

há um pássaro mudo dentro de cada um de nós
fugindo do nosso peito aberto e voa em céu azul
não o deixe morrer para que cante ao alvorecer
e para ouvi-lo cantar basta que se de a ele voz.

Antonio Campos 05/03/10.

sábado, 23 de abril de 2011

" Quando "


Quando...
você partiu
meu coração
partiu-se em pedaços

como um crístal
fragmentado juntei-o
deixando-o de lado

forte o impacto
fiquei tão atônito
esqueci meu nome

hoje esse anônimo
nem lembra quem é
mas não esquece
teu nome mulher.

Antonio Campos 23/04/11.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

" SOMOS "


Somos o sim e o não
o sol e a chuva
vento e calmaria
a noite e o dia

a certeza e a duvida
encontro e desencontro
sul e norte
vida e morte

a ida e a volta
o agora e o depois
mar e areia
a rede e o peixe

humildade e orgulho
o bem e o mal
a voz e o canto
alegria e o pranto

somos o fiel da balança
em causa própria
a mão que fere e salva
aura escura e alva.

Antonio Campos 21/04/11.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

" Rabiscadas Folhas "

Nas frases soltas
em rabiscadas folhas
sou eu em tortas linhas

na calçada molhada rios
espelhos aos meus pés convés
de uma nau já sem comando

ando nas linhas de um caderno
eterno será meu desequilíbrio
em curvas e retas das letras escritas

desditas de um temperamento
tento encontrar o ser ereto reto
nessa linha de um perdido tempo

tento em linhas e folhas em branco
tranco em mim sentimentos pois
depois de escritas em tortas linhas

alinhar-se-ão sentimentos nas frases soltas
rios de lágrimas de dor e de sorrisos então
apontam para um cesto de picados papéis.

Antonio Campos 18/04/11.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

" Exílio"


Sinto
uma dor no meu peito
depois daquele seu não

como acabou o idílio
mando coração pro exílio
não aceito reconciliação

amar será sempre a dois
fostes embora dizendo
darei um tempo volto depois

se voltares não te recebo
com marcas de sofrimento
pois serei frio indiferente
ficastes no esquecimento.

Antonio Campos 11/04/11.

sábado, 9 de abril de 2011

" Universo "


Ah! meu universo
quisera eu sempre
poder cantar-te em verso

e em nenhuma idade
cantar-te em calamidade

agradecer-te meu pedaço aqui
beijar esse solo que me alimenta
em fontes limpas molhar minha boca sedenta

deixar-te intacta a meus netos
em mil maravilhas espalhadas
geografias perfeitas e não só desertos

mas um dia o homem .....
pensou ter poder maior que seu criador
e hoje a natureza ao ajeitar-se no sub-solo
mostra a ele sua força fazendo-o sentir a dor

sim a mesma que ela sente
ao se ver despida das vestes antigas
e mostra ao ser humano sua força interior quando
ele criança no colo materno ouvia ao ninar cantigas.

Antonio Campos 09/04/11.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

" Triste Realidade "


Choram pais e mães
choramos nós todos
o céu recebe esses anjos
enquanto as leis não mudam

autoridades nos acudam
tragédias a serem evitadas
quando vidas novas sepultadas

destinos meninas meninos
socorro todos nós pedimos
unamo-nos numa só oração
rezemos por eles em comoção

Oxoce meu São Sebastião
Cristo nosso Redentor
somos vitimas do desamor
Perdoa-nos Deus nosso Senhor.

Antonio Campos 08/04/11.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

" Sou do Sol "


Sou do sol
De todos os dias
Da lua de
Todas as noites

Do orvalho que cai
Nas madrugadas
Sou o boêmio
Que pede a saideira

Sou o poeta
Que rabisca
No guardanapo
Sou o seresteiro

Que em mim, maltrato
Sou das estrelas iluminadas
Das manhãs sonolentas
Do amor que inventas

Antonio Campos em 20/09/2008.

terça-feira, 15 de março de 2011

" Lábios de Mel"


Vem com teus lábios de mel
vem beijar o meu corpo
me levando ao céu
trazendo um conforto

me aperta entre coxas
sussurra aos meus ouvidos
muitas palavras malucas
doces loucuras beijo tua nuca

nesse momento erótico
em tapete ou no chão
nosso cenário de amor
explode tamanha emoção

depois de muito carinho
nessa manhã de outono
com nossos lábios em mel
nos entregamos ao abandono.

Antonio Campos 15/03/2011.

segunda-feira, 14 de março de 2011



A vida a natureza é assim
ventos tempestades
lágrimas cidades
gente humanidade.
nós pura simplicidade
diante dessa energia
pequenos nos tornamos mais ainda.
a mão que fecha-se para agredir
não sabe espalmar aos céus
pedir em oração
somos levados de roldão
como papel somos triturados
nas mão de placas
energia que explode em megatons.
somos antigos dinossauros
por sirenes hoje avisados mas perenes
ficam nossas fisionomias atônitas
quando brigam entre si as tectônicas
guri sou eu molhado
lembrando então meu passado
quando nada sabia.
a terra perto de mim no Brasil tremia
uma eclipse total do sol
então menino tudo escurecia.
tia nervoso eu que aconteceu?
ela: é Deus testando seus filhos.

Antonio Campos 14/03/2011.

domingo, 13 de março de 2011

" Chuva "


Cai chuva
cai assim lentamente
molha lava minha alma
dentro de mim acalma

essa lágrima que...
teima em juntar-se a ti
será uma parte de mim
que vai acabar partindo

levada rio afora
encontrara um mar furioso
que ruge debate-se em queixas

molha lava leva minha alma
sou rios e mares lágrimas pesares
chuva emoção triste final de verão.

Antonio Campos 13/03/2011.

quarta-feira, 2 de março de 2011

" Poesia "


Poesia...
linhas que escrevo
não conto as folhas
quatro ou mais meus trevos

pois trazem muita sorte
a poesia sabe de mim
confesso sim sabe tudo
diante dela não sou mudo

dispo-me corpo e alma
ela com olhos atentos
entre quatro paredes ou ao relento
toca-me sem constrangimentos

entre suores lágrimas e perfumes
nos despedimos lentamente
ela fica impressa nas folhas
de um velho caderno simples

eu então apaixonado
deito-me viro de lado
na retina as últimas linhas
vibram sobre a escrivaninha.

Antonio Campos 03/03/2011.

Poesia...
linhas que escrevo
não conto as folhas
quatro ou mais meus trevos

pois trazem muita sorte
a poesia sabe de mim
confesso sim sabe tudo
diante dela não sou mudo

dispo-me corpo e alma
ela com olhos atentos
entre quatro paredes ou ao relento
toca-me sem constrangimentos

entre suores lágrimas e perfumes
nos despedimos lentamente
ela fica impressa nas folhas
de um velho caderno simples

eu então apaixonado
deito-me viro de lado
na retina as últimas linhas
vibram sobre a escrivaninha.

Antonio Campos 03/03/2011.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

" Coração Partido "


Essa incerteza
que ficou no ar
o gosto do beijo
ficou na saudade

barco em mar azul
no rosto lágrimas
na boca o mar salgado
no peito coração balança

despedidas doloridas
portos desconhecidos
em novas aventuras
meu coração partido

Antonio Campos 23/02/2011.

" Coração Partido "


Essa incerteza
que ficou no ar
o gosto do beijo
ficou na saudade

barco em mar azul
no rosto lágrimas
na boca o mar salgado
no peito coração balança

despedidas doloridas
portos desconhecidos
em novas aventuras
meu coração partido

Antonio Campos 23/02/2011.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

" No Dia do Amor"


No dia do amor
me entrego te entregas
tantas as caricias e refregas

em tons de azuis
sonhos de norte a sul
delicias das loucuras
são várias as ternuras

no dia do amor
esse toque mais calíente
dá arrepios na gente
causa dores de prazer

pois teus gemidos
aos meus ouvidos
são apenas sustenidos
de uma nota musical

num vai e vem
de braços e pernas
posição que alternas
na procura do prazer

sou mais ouvidos
e nos beijos meus sentidos
explodem em desejos
no dia do amor....

Antonio Campos 15/02/11.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


Das vezes que você
saiu sem nada dizer
quando voltavas sorrindo
eu sabia estavas mentindo

mas meu coração aceitava
com uma batida mais forte
nem eu imaginava tanto mal
acabava ali toda minha sorte

numa linda manhã de verão
entre sorrisos e lágrimas decidi
do coração nenhuma sugestão
seria então bem melhor eu partir.

Antonio Campos 01/02/2011.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

" Nas Madrugadas "


nas madrugadas
te esperei insone
meu corpo com fome
sedento de paixão

nas madrugadas
sonolentas e solitárias
escrevi histórias de nós dois
chegavas tu pouco depois

nas madrugadas
outros perfumes
então com ciumes
lágrimas e discussão

nas madrugadas
acabavam as ilusões
dois corpos inertes
sob os lençóis

Antonio Campos 27/01/11.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


somos rios
somos águas
que extravasam
dores e alegrias

somos rios
nas noites nos dias
somos a água e a sede
somos no rio peixe na rede

somos rios
que secam lágrimas
somos a boca sedenta

no rio de outra boca
que nos mata a fome
e a sede lenta.

Antonio Campos 06/01/11.

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